quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Questão burocrática impede inscrição de Sandro Silva para primeira rodada

 Sandro Silva no treino do Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)
contratado como um importante nome de experiência na parte defensiva do meio de campo, Sandro Silva não vai poder participar da estreia do Vasco no Campeonato Carioca. As inscrições para a primeira rodada da competição se encerraram na última quarta-feira, e o nome do volante não constou no boletim da Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Dessa forma, ele será o único dos oito reforços cruz-maltinos ainda sem condição de ser relacionado para o duelo contra o Boavista.
Embora Sandro Silva já tenha sido apresentado, o Vasco ainda precisa resolver uma pendência com o Málaga, da Espanha, relativa à sua contratação. O acordo atual é válido por seis meses, mas o clube deseja contar com o jogador até o fim de 2013. Por isso, pretende antecipar para abril a liberação, já que a janela de transferências estará fechada em junho, quando se encerra o empréstimo.
Dessa forma, Sandro Silva se junta a Tenorio (ainda precisa aprimorar a forma) como desfalque certo do Vasco para a primeira rodada do Campeonato Carioca. Elsinho, que tem uma lesão na perna direita, passou por exames no Rio de Janeiro na última quarta-feira e retorna a Pinheiral nesta quinta para dar continuidade ao tratamento. O lateral-direito dificilmente terá condição de enfrentar o Boavista.
Além de Sandro Silva e Elsinho, o Vasco contratou o goleiro Michel Alves, o zagueiro André Ribeiro, o volante Fillipe Soutto, o meia Pedro Ken e os atacantes Leonardo e Thiaguinho.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Em treino tático, Gaúcho esboça primeiro time titular do Vasco em 2013

Logo em seu terceiro treinamento no CT João Havelange, em Pinheiral (RJ), o Vasco mostrou um esboço daquele que poderá ser o seu time nas primeiras rodadas do Campeonato Carioca. Na tarde deste sábado, o técnico Gaúcho comandou um trabalho tático em campo reduzido, dividindo a equipe, teoricamente, entre titulares e reservas.
Com os goleiros treinando à parte, a possível equipe titular ficou com a seguinte formação: Elsinho, Dedé, Douglas e Dieyson; Fellipe Bastos, Wendel, Bernardo e Carlos Alberto; Thiaguinho e Eder Luis.
fillipe soutto carlos alberto vasco treino (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)
Esta será uma formação bem próxima daquela que vai começar o amistoso contra o Ajax, no dia 13, em São Januário, que vai marcar a despedida de Pedrinho. No entanto, para a estreia no Campeonato Carioca – dia 19, contra o Boavista – haverá modificações. Uma delas será  Dedé, que ficará em trabalho final de recuperação de uma fratura na perna esquerda.
O técnico Gaúcho também receberá outros reforços até o primeiro jogo oficial do ano. Os atacantes Carlos Tenorio e Leonardo são esperados em Pinheiral na semana que vem, assim como o volante Sandro Silva. Outra contratação próxima é a do meia Pedro Ken. O lateral-direito Nei é outro que pode  acertar nos próximos dias.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Todos estão Errados

 
não há quem não tenha feito besteira.
Primeiro, faz tempo que Felipe tem sido muito melhor em criar quizumba que jogadas em campo. Ter o merecido status de ídolo não lhe dá o direito de falar o que quiser, ignorando a hierarquia interna do clube. Desrespeitar os poderes do clube, independente da competência/experiência de quem está no cargo, é o mesmo que desrespeitar a instituição.
E com 35 anos nas costas, Felipe não tem nada bobo. Sabia muito bem que suas declarações cairiam como uma bomba e que fariam a festa da imprensa, sempre ávida pela nova crise na Colina. Assim como também sabia muito bem que, naquele momento, teria o total apoio da torcida, que também não aguenta mais a incompetência da diretoria. Ao fazer o que fez, Felipe só podia esperar duas coisas: desmoralizar a diretoria ou ser demitido. A primeira não faria a menor diferença, já que não se desmoraliza o que não tem moral. Já a segunda era a única forma de abandonar o barco sem queimar o filme com a torcida. Agora, os vilões são os que demitiram o craque e ídolo do Vasco e o mocinho é tirado do seu clube do coração por ter falado a verdade.
Se o mocinho é mesmo o herói desse enredo já é outra história. E a história que andam contando por aí é bem outra.
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Num primeiro momento, Renê Simões não acusou o golpe, não se importou com as críticas do Felipe e até elogiou a sua postura. Dois dias depois, muda sua atitude, mostra toda a sua revolta e afasta o jogador. Nisso, já mostrou uma certa incoerência. Mas o pior é que, aparentemente, a decisão foi tomada de forma solitária. O treinador não foi sequer entrevistado a respeito. Ricardo Gomes disse que não sabia. Mesmo com Renê tendo afirmado que informou o presidente, Roberto Dinamite disse que quem decide quem sai ou fica no time é ele.
A questão é que, tenha sido demitido ou simplesmente afastado, Renê Simões quis mostrar pulso e tomou uma medida ousada. Ao jogar na imprensa a decisão e não tendo o respaldo imediato de outras pessoas que deveriam referendar essa posição, Simões acaba tomando para si toda a responsabilidade pelo afastamento e/ou demissão do Felipe. Se o time que ele está montando tiver um bom desempenho, ótimo, ele terá provado que estava certo. Caso contrário, ele será lembrado como o diretor que demitiu um ídolo e não trouxe nenhum jogador que fizesse a diferença.
Nesse episódio, me parece que faltou um pouco de experiência ao Renê. Se a história de que Felipe estaria insatisfeito e procurava outro clube é verdadeira, talvez fosse melhor esperar. A proposta de redução salarial que seria feita ao camisa 6 inverteria o lado da pressão. Com o anúncio do afastamento, Renê Simões desperdiçou a chance de fazer com que o Felipe tivesse que mostrar seu amor ao Vasco, aceitando ganhar menos e relegou à diretoria o papel de vilã.
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Já o Dinamite é aquilo…o fato dele ser presidente já o coloca como parcialmente culpado de qualquer problema que aconteça no clube. Do pagamento dos salários atrasados para apenas parte do elenco até o desconhecimento do que teria falado ou não um dos seus diretores sobre uma situação importantíssima para o clube, Dinamite mais uma vez mostrou não está a par do que acontece à sua volta.
Um bom presidente deveria saber que uma entrevista como a dada pelo Felipe precisaria de uma resposta da diretoria. Ele, o mandatário do clube – ou como o próprio diz, “quem decide” – deveria ter conversado com todos os envolvidos e resolver a situação antes que ela chegasse à imprensa. Felipe falou com os jornais na quarta, na sexta Renê Simões afasta o jogador e dois dias depois do início da crise, o que diz o Presidente do Vasco? “A gente não é burro de falar que o Felipe está fora do Vasco. Quem falou isso?
Dinamite poderia ter evitado tudo isso e não o fez. Deixou que a situação entre um jogador importante para o elenco e um diretor ficasse insustentável e ainda tirou, ainda que não intencionalmente, a autoridade do Renê sobre o caso. Ou seja: quando deveria ter feito algo, não fez. E quando resolveu fazer, era melhor não ter feito.
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Mudando de um ídolo que pode sair para um que já saiu: se esse lance de “temer que um rebaixamento manchasse sua história no Vasco” é séria, o motivo real da não renovação do Juninho seria apenas um: orgulho. Isso não é demérito algum para ele, não diminui em nada sua importância para o clube e não é motivo para críticas ao profissional. Mas mesmo que, na sua visão, ter ido embora tenha sido benéfico para o clube, pensar antes no que um rebaixamento traria à SUA história e não à história do VASCO não é comportamento que se espere de um ídolo.

Irredutível, René compra briga pela disciplina e estende férias de Felipe

 Felipe no treino do Vasco (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)
A torcida tentou, pessoas ligadas à diretoria também, mas René Simões bateu o pé e parece cada vez mais resoluto de encerrar a história de Felipe como jogador do Vasco. Sob o discurso da disciplina, o diretor executivo quer garantir a firmeza como marca registrada de sua gestão e teve de convencer até mesmo o presidente Roberto Dinamite, entusiasta do camisa 6, nas primeiras horas de sua decisão, ratificada com a resposta à carta enviada por um grupo de cruz-maltinos.
A pessoas próximas, René deixa claro que perderia a credibilidade e teria dificuldades para continuar seu recente trabalho caso o meia volte às atividades normais com o elenco. É um dos que repete que a viagem do Maestro ao Qatar serviu mais para lazer e tentar retornar ao futebol local do que convencer alguma empresa a patrocinar o time cruz-maltino em 2013. Assim, já mandou o recado que ele poderia estender as férias até o próximo dia 10, por estar fora dos planos, comprometendo consequentemente a preparação. O lateral Jonas e, talvez, o zagueiro Rodolfo devem passar pela mesma situação. Tudo a ser confirmado na reapresentação em São Januário, às 15h30m desta quinta-feira.
Felipe, porém, vem comentando a interlocutores que se acertou com Dinamite e pode pintar no clube, causando um cenário curioso. Não é de hoje que o Maestro, de 35 anos, ignora certas recomendações. Além de ter sido afastado em fevereiro de 2011, com Carlos Alberto, foi multado por ter jogado futevôlei na praia quando estava vetado para uma partida do Brasileirão e foi de moto a vários treinos, mesmo criticado pelo risco de se acidentar. Esta sequência foi destacada, indiretamente, pelo diretor, atingido pelo craque na entrevista que causou o mal-estar.

No futebol há mais de 30 anos, seja como preparador físico, treinador ou executivo, René conhece o mal que uma exposição negativa numa queda de braço como essa pode lhe trazer e admite que "está mexendo em um vespeiro chamado Reinaldo Pitta", empresário de Felipe, que o ironiza constantemente. O principal alvo do agente, "peixe grande" no mercado, é a dívida do Vasco. Já há uma movimentação para evitar prejuízos. O camisa 6 tem a receber aproximadamente R$ 4,5 milhões até dezembro, data do fim de seu contrato, mais salários e direitos de imagem atrasados, que passam de R$ 2 milhões.
Um empréstimo está sendo costurado, mas a diretoria não gosta da ideia de reforçar um rival e quer uma compensação em troca, provavelmente um jogador que não seja caro. O setor de meio de campo está desfalcado com a saída dele e a de Juninho. Bernardo, Carlos Alberto, Dakson e quatro garotos o compõem. Pedro Ken, do Cruzeiro, ainda deve acertar.