Ídolo, capitão e referência do Vasco em campo, coube a
Juninho Pernambucano tentar explicar o que aconteceu na derrota por 4 a 0
para o Bahia, na noite deste domingo, em São Januário. Para o meia, o
momento atual do time
é o pior na temporada, e por isso ele descarta as chances de título.
Ele se concentra em garantir vaga na Libertadores para evitar que o ano
termina ainda pior.
- Dos altos e baixos que passamos na temporada, este é o
pior momento. Não é nada normal perder de 4 a 0 em casa, mas não
devemos mudar tudo o que tínhamos feito até agora. Apenas uma mudança de
planos, não pensar tanto na conquista do título, que ficou difícil, e
olhar mais para trás da tabela porque a temporada pode ser muito pior.
Estamos deixando de subir, os times que estão atrás estão encostando.
Vamos ver como o time vai reagir até quarta, temos outro jogo em casa e é fazer de tudo para ganhar. Acredito no poder de reação da equipe - declarou, em entrevista à Rádio Globo.
Criticado pela torcida, o técnico Cristóvão Borges viu a
pressão sobre ele aumentar após a goleada sofrida. Mas Juninho defende o
comandante, alegando que não seria possível evoluir com uma traca de treinadores até o fim do Brasileiro.
- É uma derrota que machuca, natural que o torcedor pressione. É da cultura do nosso futebol querer mudanças. Nunca somos nós jogadores
a decidir isso (sobre troca de técnicos), mas é natural que a diretoria
se sinta pressionada também. Isso deixa todo mundo alarmado,
decepcionado, mas não acho que seja motivo para recomeçar todo um
trabalho. O Cristovão é treinador desde o ano passado, não acho que o
técnico que possa chegar, em pouco mais de três meses de competição, vai
aumentar o nível para o que a torcida espera. Não existe a
possibilidade de chegada de novos grandes jogadores - disse ao SporTV.
A derrota para o Bahia foi a terceira em 12 partidas em São
Januário. Apesar do bom retrospecto em casa, Juninho reconhece que atuar
no estádio nunca é tranquilo, devido à pressão da torcida.
- A gente sabe que jogar em São Januário é sempre assim,
pouquíssimas vezes a torcida saiu feliz. Talvez pelos últimos dez anos, o
torcedor se sente pressionado, e nos pressiona também.
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