domingo, 26 de agosto de 2012

Cristóvão acredita que derrota foi injusta e revela revolta no vestiário

A postura de Cristóvão Borges na entrevista coletiva era contida, como de costume. Mas a derrota por 2 a 1 causou revolta no vestiário do Vasco, segundo ele, que também não deixou de demonstrar sua insatisfação com a arbitragem do clássico contra o Fluminense, pela última rodada do turno do Brasileirão. Os jogadores reclamam principalmente de dois pênaltis não marcados - uma mão na bola e um empurrão em Carlos Alberto, além de uma suposta falta em Fellipe Bastos antes da infração que originou o segundo gol. Para o treinador, sua equipe merecia sorte melhor
- Não só no futebol, mas na vida há momentos em que as coisas não andam. Parece que atrai. Hoje o resultado foi injusto, não merecíamos perder, assim como contra o Flamengo. Tem muito disso nos últimos jogos, infelizmente. No vestiário, está tudo mundo se queixando muito das jogadas que interferiram no resultado do jogo. Estão revoltados porque sabemos que teve influência direta na partida - reclamou.
Aborrecido, Juninho disse na saída do campo que, no Vasco, ninguém contesta a arbitragem e até relacionou as cobranças duras ao estilo de Abel Braga, técnico do Flu, como um fator de pressão ao trio, ao mesmo tempo em que Cristóvão não se exalta. O chefe rebateu com tranquilidade e não crê que isso seja um diferencial para os erros.
- Não tenho que avaliar a declaração do Juninho. Abel é Abel, e Cristóvão é Cristóvão. O jogo acabou, não vai voltar. Senão, vamos deixar de lado o futebol para falar de juiz. São coisas que têm de ser vistas, sim, porque modifica o resultado. Mas vou continuar assim, sem queixas. É trabalhar para melhorar. Fomos muito mal contra o Coritiba, o resultado não foi satisfatório, mas a equipe melhorou agora e fizemos uma grande partida - repetiu.
Cristovão Borges, Vasco x Fluminense (Foto: Marcelo Fonseca / Agência Estado)Cristovão confundiu o Flu, mas não contava com a arbitragem
O diretor de futebol, Daniel Freitas, prometeu entrar com uma representação na CBF contra o árbitro Marcelo de Lima Henrique e espera que o ofício tenha efeito semelhante ao que afastou o auxiliar que errou ao não assinalar impedimento três vezes no mesmo lance.
Surpresa na escalação
A escalação surpreendeu a todos, com Felipe e Tenorio fora para a entrada de Carlos Alberto e William Barbio. Apesar do revés, o comandante crê que confundiu o rival e não se arrepende das escolhas e das substituições, que esclareceu da seguinte forma:
- Apesar da distância no campo, notei que o Abel procurava convnversar muito com os jogadores, querendo corrigir algo que não estava esperando. Acredito que surpreendemos. Todos tinham certeza de que o Tenorio começaria. Quanto às mudanças, o Carlos Alberto passou o jogo muito marcado, apostávamos na individualidade dele, mas estava com dificuldades. A marcação foi cerrada e encaixou. Precisei botar mais peso na frente, entrou o Tenorio e isso aconteceu. Quando o William (Barbio) pediu para sair, o desgaste era grande no Nilton, Wendel e Juninho, eles ficaram sobrecarregados por causa da maneira de jogar do Carlos Alberto. E fui com o Bastos para aliviar isso e segurar o corredor do Fluminense na esquerda, com o apoio do Carlinhos. Se tivéssemos vencido, todos estariam falando bem disso.
Na próxima partida, já pela primeira rodada do segundo turno da competição, o Vasco visita o Grêmio na quarta-feira, no estádio Olímpico. O rival, quarto na classificação, ainda pode passar os cariocas neste domingo, no clássico contra o Internacional.

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